sábado, 19 de agosto de 2017

Mitologia Analítica II Ares I





Mitologia Analítica II


Ares I


O Arquétipo da Guerra. Ares para os gregos e Marte para os romanos.


No filme “Ressurreição” tem uma cena em que Pilatos pergunta para o Tribuno (estou explicando o significado da pergunta, não é a pergunta literal): qual o seu mito ou que mitologia está vivendo? O Tribuno responde: Marte. E Pilatos fala: é lógico. O que Pilatos quer dizer é que quem vive da guerra só pode estar vivendo sob a emanação de Ares. A vida da pessoa é exatamente o mito em que está vivendo e em qual emanação arquetípica está. Para mudar isso é preciso mudar a mitologia vivida.


A mitologia da guerra é a mais vivida neste planeta desde os primórdios. Se olharmos a história veremos que a guerra é tudo neste planeta. Estima-se em 14600 guerras nos últimos 6 mil anos. A guerra move tudo e todo o progresso depende das guerras. Basta ver os avanços científicos que acontecem por causa da guerra. Então é lógico que Ares é da maior importância na vida deste planeta. E é isso que precisa ser estudado detalhadamente se quisermos que um dia isso mude.


Quando se analisa as guerras, seus participantes, suas reações, suas motivações, percebe-se claramente uma adoração pela guerra. Uma paixão pela guerra. Logo antes da Primeira Guerra Mundial, alguns jovens cantavam alegremente: “Teremos uma guerra legal! ”. Esta alegria é que está no fundo do inconsciente e que permite que a guerra seja tudo neste planeta. O instinto de guerrear o tempo todo. A alegria de guerrear, a realização pessoal na batalha, o foco fechado no instante da batalha, o sentimento de fluxo na batalha, etc. Este é o sentimento que é buscado na guerra. O resto são consequências. O foco fechado no instante da batalha é o que motiva os humanos. Este foco fechado poderia ser encontrado de outra forma, mas é prioritariamente na guerra que os humanos procuram encontra-lo. Esta é a psicologia profunda da guerra. O instinto de sobrevivência elevado a paroxismos. É por esta razão que os gregos diziam que a guerra é tudo, que é a origem de tudo. Em todas as mitologias a disputa, a desavença, o ódio, a inveja, o ciúme, o assassinato, está lá desde o início. Em todas as atividades humanas o sentimento de guerra está presente. A competição é a norma. A guerra nos negócios, pelo mercado, no amor, nas famílias, no transito, etc. Em tudo está a guerra aberta ou dissimulada. Portanto, em tudo está Ares. Perceba-se isso ou não. Todo instrumento de guerra é Ares. Toda atitude de competição é Ares.


No filme “Mulher Maravilha”, que é uma excelente aula de mitologia, Ares é o personagem central do drama. Diana concorda com o que Ares fala, mas ela diz: eles são mais que isso. E eles são mais que isso porque neles está a Centelha Divina. Isso ela não pode dizer, mas está implícito.


Existe uma maneira de diminuir a influência de Ares e isso veremos ao longo destas postagens.


Hélio Couto

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