terça-feira, 12 de setembro de 2017

Camelo

Camelo

Temos uma muralha que cerca uma cidade. Caravanas chegam e partem o tempo todo. Quando anoitece as portas são fechadas e só sobra um pequeno buraco na muralha por onde podem entrar as caravanas atrasadas. É um buraco apenas suficiente para passar bem apertado um camelo. Que passará se ralando pelo buraco (fundo de uma agulha).

“E lhes digo ainda: é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus". Mateus 19:24

Quando se fala que é mais fácil um camelo passar pelo “fundo de uma agulha” o que se quer dizer é que é preciso soltar a carga para poder passar. Os apegos são o problema. É preciso tirar a carga do camelo para poder passar. Antes tem a carga, depois que tira a carga e passa, terá outros tesouros do outro lado. Todos entrarão no Reino dos Céus dependendo do tempo que levem para soltar. É apenas uma questão de dificuldade em soltar, não é uma impossibilidade. Basta soltar que fica fácil. (Não estou dizendo para ficarem na miséria e que assim entrarão mais fácil. Ficar na miséria e reclamar não adianta nada. A questão é onde está o coração da pessoa. É preciso bom senso e discernimento para entender o conceito. E não usar isso como uma fuga da realidade, pois assim não é preciso mais estudar e trabalhar).

Isso foi dito em “Guardai tesouros no Céu onde nem os ladrões podem roubar nem as traças comerem”. “Onde está o coração estará o tesouro”.

A questão não é a carga. É o que a pessoa faz com a carga. O que a carga significa para a pessoa? Qual a prioridade da carga? Desde que o coração não esteja com a carga, o tamanho da carga é irrelevante.

Sempre que uma pessoa quer ganhar, seja lá o que for, e puser toda a ansiedade, toda a pressão interna (do seu coração, do desejo) isso ficará mais difícil de acontecer (efeito Zenão). Quando a pessoa solta o resultado (aceita que o Todo dirija sua vida) ela não terá mais ansiedade nem porá pressão em conseguir algo a qualquer custo. Falando de outro jeito, quando aquilo não for mais importante que tudo, aquilo poderá vir para a pessoa. Quando se solta se tem. Quando se prende se perde.

É importantíssimo entender que o Todo não é mesquinho.  Ele é generoso ao extremo. O Todo cria (emana) de si mesmo (O Nada, O Vazio, em termos metafísicos) todos os elementos (da tabela periódica dos elementos da química). Portanto, o Todo cria tudo o que existe. Todas as riquezas do universo são pura energia transformada em algo material (sólido, luz congelada). Pode-se criar quanto ouro se quiser, quanto diamante se quiser, etc. Tudo é só energia transformada em algo.

O Todo nunca se deixa vencer em generosidade. É impossível isso acontecer. Quanto mais você dá mais você recebe. Mas, é preciso dar de coração. Dar por amor. Dar por política não funciona. Dar como um negócio não funciona. Dar para manipular não funciona. “Uma viúva foi no templo e deu a única moeda que tinha”. Isso é dar. (Atenção: não estou falando para darem tudo o que tem). Estamos explicando de uma forma que fique fácil de entender e foi a mesma coisa que o Mestre disse a dois mil anos. Não é literal. É uma metáfora.

Porém, se olharmos isso de outra forma teremos a seguinte situação. O que é mais importante para a pessoa? A sua vida, é claro. Não há nada mais precioso que a vida da pessoa (porque é o maior presente que o Todo dá para a pessoa). Se a pessoa quer dar tudo ela deve dar a sua vida. Prestar serviço aos demais. Ajudar aos demais incondicionalmente. (Isto não significa dar para os que são “espertos” (predadores) e querem explorar os demais). Se a pessoa põe sua vida à serviço do Todo, ajuda em tudo o que pode (isto deve ficar a critério de cada um e depende do bom senso de cada um, pois ajudar alguém e depois ficar reclamando que deu o dinheiro que tinha e agora está na miséria, não é ajudar ninguém. Se a pessoa reclama é porque não deu de coração. Este é um universo de livre arbítrio. Cada um faz o que quer. Deve fazer isso conscientemente e depois não reclamar.

Portanto, a questão não é a carga. É óbvio que cada um tem uma vocação, gosta de fazer determinada coisa. Empreendedores gostam de empreender e outros gostam de trabalhar para quem empreende. Cada função tem suas vantagens e desvantagens. Se um empreendedor é uma pessoa diligente (que trabalha com gosto e prazer) produzirá muito e empregará muitas pessoas. E todos ficarão satisfeitos tendo trabalho. E todos progredirão. E todos terão os recursos de que precisam para desenvolver seus talentos naturais (dados pelo Todo).

Se a riqueza vem do trabalho em larga escala (riqueza sempre vem da produção em larga escala) e isso na mente da pessoa é apenas uma consequência do trabalho (seu coração não está nisso), é perfeitamente normal que seja rico. Sempre considerando que todos os que trabalham devem ganhar um salário justo que garanta sua vida. É muito importante considerar o tamanho da mais valia para definir um salário. Quem entendeu o que estou explicando não terá nenhuma dificuldade em definir o quanto é uma mais valia em que todos ganham justamente. (Uma postagem pequena não é um livro de economia). A questão é o conceito do que significa o camelo passar pelo fundo da agulha.

Como também até onde vai a toca do coelho!

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Isso já foi dito na palestra passada e já postei sobre isso.

Quem está fazendo isso está prejudicando o trabalho.

Existe uma estratégia de divulgação feita por mim e que está sendo seguida à risca.

Todos os vídeos editados por outras pessoas devem ser tirados de qualquer mídia em que estiverem.

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