terça-feira, 7 de novembro de 2017

Q



Q

Quando se pergunta quais são as crenças da pessoa o que queremos saber não é a sua religião.

Quando uma pessoa decide passear em vez de estudar quais são suas crenças?

Quando decide ler um livro fácil em vez de uma difícil quais são suas crenças?

Quando pensa em coisas banais em vez de pensar nas grandes questões da vida quais são suas crenças?

Quando pensa que está demorando para chegar o final do expediente quais são suas crenças?

Quando detesta que chegue segunda-feira quais são suas crenças?

Quando pensa em dinheiro quais são suas crenças?

Quando se revolta com sua situação na vida quais são suas crenças?

Quando pensa que é difícil ganhar dinheiro quais são suas crenças?

Quando pensa em fazer um esforço mental quais são suas crenças?

Quando pensa que tem de fazer uma análise de um problema difícil quais são suas crenças?

Quando não se importa com a fome no mundo quais são suas crenças?

Quando não se importa que mutilem as mulheres quais são suas crenças?

Quando joga essas questões “pra debaixo do tapete” quais são suas crenças?

Quando ouve falar das guerras qual sua reação e que isso diz das suas crenças?

Quando ouve falar de Mi Lay quais são suas crenças?

Quando assiste um filme sobre serial killer quais são suas crenças?

Quando ouve falar de Arquétipos quais são suas crenças?

Quando ouve falar do Big Bang quais são suas crenças?

A reação pratica intelectual, emocional, física, hormonal, que diz qual é sua crença. É nas pequenas atitudes que a crença aparece. E são estas crenças que determinam a vida da pessoa e seu futuro.

Q (pronuncia-se Quiu) é um ser do Continuum. De vez em quando ele aparece na Enterprise para forçar Picard a pensar diferente. Q estimula Picard a pensar não só em naves estelares, descobrir novos mundo, ir onde nenhum homem jamais esteve, mas que sua exploração seja sobre as dimensões existenciais da realidade. Q mostra que é possível uma Causação Descendente. Quando planejamos do futuro para o presente nós alteramos o presente. Quando estipulamos que dentro de 30 anos estaremos de uma determinada forma, que faremos isso ou aquilo, visualizamos isso, nós colocamos em ação forças que mudarão o presente para que possamos chegar naquele futuro antevisto. É o que Q chama de antitempo. O tempo que volta para trás. Todos sabem que na Mecânica Quântica não existe passado, presente ou futuro. É tudo apenas um continuum temporal. Portanto, está dentro das leis da física que o futuro afeta o presente, bastando definir qual é o futuro que queremos. Fazer um Planejamento de Causação Descendente é fundamental na vida. Depois deste contato com Q, Picard tem uma nova concepção da existência e afirma: “o céu é o limite”.

A primeira fase começa com “Conhece-te a ti mesmo”. Depois vem “Conhecereis a Verdade e ela vos libertará”. 

Os erros do passado são aprendizagens. Os erros do passado também podem ser para o lado positivo. Um fato é como uma moeda. Tem duas faces. Positiva e negativa. Podemos escolher com que lado do fato queremos trabalhar. O remorso paralisa. O remorso ainda mostra que se está preso naquilo. Quando deixamos o remorso para trás e agimos com a nova experiência para evoluir em todos os sentidos, a lição foi aprendida. Isso deve ser feito em todos os eventos de todas as vidas passadas. Quando corrigimos uma visão de mundo no presente todo o passado é resolvido. É como uma teia onde tudo está interligado. Cada nó resolvido dissolve n outros nós.

Existe um fenômeno com propriedades Emergentes. É quando de um fato elementar surge uma nova forma de existir, ver, fazer, evoluir. Quando se fala que o todo é maior que a soma das partes é disto que estamos falando. Espalha no chão todas as peças de um carro. Amontoa tudo isso e veja se sai um carro andando. Somente quando aplicamos a nossa consciência em ação em todas as peças é que teremos um carro andando. Isso é uma propriedade Emergente.

O que Prigogine também chamou de Teoria das Estruturas Dissipativas. Quando um sistema adquiriu tanta informação que é obrigado a decair ou dar um salto qualitativo. Quando se tem uma estrada que está superlotada não resolve aumentar o tamanho da estrada. Acontecerá a mesma coisa. É preciso dar um salto para um novo tipo de transporte. Superar a visão de mundo da estrada.

Desde que a pessoa esteja disposta a não travar o seu próprio progresso essas possibilidades estão disponíveis imediatamente. Tudo depende do simples ato do livre arbítrio do ego.

Hélio Couto


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