sábado, 18 de novembro de 2017

Vida Plenamente Vida Transcendente



Vida Plenamente Vida Transcendente

Para que a vida possa ser plena é indispensável a Unificação com o Todo. Deixar de lado a parte mais importante da realidade é inviável. Para isso precisamos incorporar a transcendência na vida diária. Tudo deve ser feito em unificação.

Essa é a ideia da Reconstrução Planetária. Sem a unificação é apenas uma utopia. 

A primeira parte da Reconstrução Planetária levará 500 anos porque até que se tenha uma massa crítica de pessoas unificadas levará tempo. Massa crítica é quando o número chegou num nível que se multiplica sozinho.

Vejamos um exemplo: uma pessoa que chegou à Iluminação Espiritual (Aceita a Centelha Divina) poderia passar esse conhecimento para duas pessoas. Cada uma dessas pessoas passaria para mais duas e assim por diante. Se cada pessoa que recebe o conhecimento também chega à Iluminação, teríamos em pouquíssimo tempo o número ideal de pessoas para começar efetivamente a Reconstrução. Mas, para isso cada pessoa precisa aceitar incondicionalmente a Centelha Divina e ser coerente com essa aceitação.

Vejamos uma situação prática. A destruição do sistema ecológico do planeta Terra terá graves consequências em todas as áreas da vida planetária. Detalharemos isso nas próximas postagens. Hoje quero chamar a atenção para o fato de que a floresta amazônica transpira todo dia 20 trilhões de litros de água. Essa é a água que chove depois. Já foi desmatado 20% da floresta. As consequências são evidentes.

Baseado em que critério as pessoas parariam de desmatar a floresta? E iniciariam sua recuperação? No momento só o critério econômico é que conta. Isso é o que chamo de Economia Materialista. Parar de desmatar por ter aceitado a Centelha Divina é o que chamo de Economia Espiritualista. 

O mesmo vale para a emissão de carbono e etc.

Sem uma mudança de visão de mundo o que proponho é pura utopia, mas quando as pessoas aceitarem a Centelha Divina tudo isso será realidade. É por essa razão que a primeira fase levará 500 anos. É um prazo razoável para que a humanidade aceite a Centelha Divina. Pode ser em menos tempo, mas para isso precisamos de muitas pessoas Iluminadas trabalhando para esse objetivo.


Hélio Couto

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Iluminação Espiritual II


Iluminação Espiritual II

Acontece que na prática a pessoa julga que isso é uma coisa difícil e muito distante da sua realidade. Nem consegue entender o conceito e quanto mais senti-lo.

E o primeiro problema são os “quereres”. Um cliente viaja constantemente para Nova Iorque e fica hospedado num hotel em frente do Central Park. Está infeliz porque não tem um apartamento do lado do hotel! Outro cliente viaja constantemente para o Rio de Janeiro e fica hospedado num hotel cinco estrelas em Copacabana. Está infeliz porque não tem um apartamento do lado do hotel! E assim por diante. Ad infinitum.

Por mais que a pessoa tenha ela nunca está satisfeita porque as questões internas não podem ser resolvidas com aquisições externas. Alexandre, O Grande, estava infeliz porque não via mais como o Império poderia expandir! Não importa o tamanho do poder ou da fortuna, a questão é sempre a mesma. Ter mais. Só que esse mais nunca é suficiente. O cérebro reptiliano (Complexo-R) sempre quer adquirir mais e mais de tudo. Enquanto a pessoa estiver sob comando deste cérebro não há solução para os problemas. Pode ter tudo que quiser e ainda estará infeliz.

O comando cerebral tem de passar para o neo córtex. Onde está o Homo Sapiens Sapiens. Quando isso acontece a pessoa decide o que é melhor para ela. Decide pelo equilíbrio. E ai pode equilibrar entre a razão e a emoção. É possível a qualquer um tomar essa decisão. Existem vários sistemas processando ao mesmo tempo. E pela razão, pelo estudo, pela pesquisa, pela experimentação todos podem saber que a Centelha Divina existe. Por mais que falem que ela não existe. É uma experiência individual que todos podem ter. E decidir optar.

Quando a pessoa está do “lado de cá” acha que não existe o lado espiritual. Quando “passa prá lá” após a surpresa inicial continua “pensando” com o cérebro reptiliano e quer mais poder. Mesmo vendo que tudo aquilo que acreditava não é real e que a realidade é outra, continua do mesmo jeito. Poder pelo poder. 

Se fosse racional a pessoa ao ver que a realidade última do universo é completamente diferente do que pensava quando estava viva nesta dimensão, a pessoa mudaria de visão de mundo. Mas, para muitas pessoas isso não significa nada. Mesmo vendo que a realidade é outra continuam da mesma forma. Não cedem. Não mudam e se aferram mais e mais ao que já pensavam. 

Portanto, não é uma questão de trocar de dimensão que fará a diferença. “Morto” ou “vivo” é a mesma coisa. E quando encarna novamente continua tudo igual. Se tiver condições fará “melhor” do que na última vez. Mais tortura, mais mortes, mais exploração, mais poder, etc. Depois de um tempo volta para o lado espiritual e continua a mesma coisa. Cada vez piorando mais e mais. Sempre aferrado à mesma ideia de poder. 

Estou contando isso para que as pessoas analisem bem a questão da Iluminação Espiritual e percebam que é a única solução que traz paz e felicidade pessoal. Não há outro caminho. A realidade de como o universo é se impõe. É imperativo que se aceite isso. Ou se aceita o Todo como Ele É ou o sofrimento é inevitável. E isto não é culpa do Todo.

Hélio Couto

Direitos Autorais:
Copyright © Hélio Couto. Todos os direitos reservados.
Você pode copiar e redistribuir este material contanto que não o altere de nenhuma forma, que o conteúdo permaneça completo e inclua esta nota de direito e o link: www.heliocouto.com


quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Sistema de crenças VIII




Sistema de Crenças VIII

No tocante a conseguir resultados consistentes ao longo do tempo é preciso considerar as crenças desde a infância. O que acreditamos cria a nossa realidade independente de sabermos ou não, que programas estão instalados em nós.

Se uma pessoa acredita desde a infância que não terá sucesso ela criará todas as condições para não ter sucesso. As crenças são coisas que a criança ouviu ou viu nos pais, parentes, etc. Ela introjeta o que vê. Se os pais brigam qual a visão que a criança terá dos relacionamentos?

Qual a visão de mundo que é passada para a criança? Por exemplo: a de que o único caminho é o sofrimento? Ou de que através do amor e alegria é possível chegar no mesmo resultado?

Quando a passividade é colocada no sistema de crenças (paradigma) da criança, esta não assumirá as responsabilidades pela própria existência. Sentir-se-á impotente em relação ao mundo. E assumirá essa postura sempre.

Não há como escapar do fato de que somos responsáveis pelo nosso destino (em termos de eternidade). Só depende de nós assumirmos isso e tomarmos as rédeas nas mãos. E isso implica em trocar as crenças. Crenças não são a verdade. São apenas o que nos disseram ou fizeram com que acreditássemos. Antes todo mundo acreditava que a Terra era plana. E agora?

O quanto a pessoa gosta de si mesma? Esta é uma pergunta fundamental. É a base do alicerce do edifício. Tudo o mais é criado em cima disso. Caso a pessoa não goste de si mesma é praticamente impossível que ela acredite que alguém possa gostar dela. É óbvio. Se nem ela mesma se gosta, como alguém gostará. Qual a autoimagem que a pessoa tem? O que ela pensa de si mesma? É forte, confiante, inteligente, atraente, culta, auto determinada, proativa, auto motivada, alegre, equilibrada, centrada, etc.? Se ela é tudo isso é evidente que outras pessoas também gostarão dela. A pessoa fica bem sozinha com ela mesma? Sem necessidade de outros artifícios para “matar” o tempo? Se ficasse sozinha consigo mesma consideraria isso uma tortura? 

Caso a pessoa não tenha um sentimento de se bastar como alguém poderá gostar dela? Muito tempo atrás conheci uma pessoa que dizia: “eu me amo, eu me basto”. Essa pessoa estava pronta para que outros gostassem dela e tivesse sucesso em tudo na vida. Não é um egocentrismo. É a pessoa saber que por si mesma tem todas as qualidades que admira e que outros admirarão. Isso é fundamental para o sucesso em tudo o mais. É alguém confiante nas próprias capacidades para viver. No fundo é a pessoa que confia no Tao porque sabe que o Tao está dentro de si. Ela e o Tao são uma coisa só. Isso é uma crença, mas também é um fato, que todos podem comprovar fazendo a experiência. 

Ninguém quer que se acredite em nada sem ter experiência própria. Teste por si mesmo. Veja com os próprios olhos. Pegue com suas mãos. Sinta com sua intuição. E comprove o que é real e o que não é. 

Existe um episódio em DS9 em que por uma razão especifica todos passaram a manifestar seus pensamentos imediatamente. Fosse o que fosse. Tudo que imaginavam virava realidade imediatamente. Tanto os problemas como as soluções. Excelente exemplo de como é importante a imaginação, pois só podemos imaginar o que acreditamos que é possível. Só pensamos ser possível o que acreditamos que é possível. E num universo de consciência tudo que imaginamos é real, mas só para nós. Uma pessoa pode viver num lugar ensolarado e florido e o vizinho num lugar pantanoso sem sol. Um ao lado do outro e a realidade é completamente diferente. E os dois julgarão que a realidade é aquela, quando na verdade é apenas uma construção da própria mente dos dois. Isto é inteiramente verdadeiro. Num mesmo local, numa mesma economia, alguns tem crise e outros tem oportunidades. A Nona Regra de Aquisição dos Ferengis diz: “A oportunidade mais a intuição gera lucro”. Essa é uma grande verdade e a palavra chave aqui é: Intuição. Intuição é a Voz do Todo tentando falar com a pessoa. Sutilmente. No fundo da mente. Entrando pelos microtúbulos das sinapses. Mas, é preciso estar centrado, equilibrado, para ouvir essa voz lá no fundo da sua mente ou do seu coração. Esta voz dá o sentimento de que o negócio é bom ou mal. Essa voz não é racionalização. Racionalização é quando torcemos a realidade para fazermos o que queremos. Achamos que algo é o que não é. Exatamente como nos investimentos. Uma moeda é lastreada em que? Em ouro? Onde ainda existe isso? Numa economia? Que tipo de economia? A pessoa ou país está endividado? Não produz? A despesa é maior que a receita? Qual o grau de confiança que podemos ter nesta pessoa ou país? A intuição nos dirá que um investimento nessa situação é arriscado. Por outro lado, se a pessoa gosta de jogar achará que é um bom negócio correr esse risco. É o que se chama especulação.

Portanto, o que a pessoa pensa de si mesma criará sua realidade, seu presente e seu futuro. Ela atrairá as condições para que seja assim. E tudo isso por causa do que pensa sobre algo. Sobre qualquer coisa na verdade. Entre estudar ou passear o que escolhe?

A pergunta é: temos a capacidade de auto avaliação para entender como o mundo funciona? Compreensão e ação. Compreendemos e agimos? Compreender implica em enxergar a realidade como ela é. E tomarmos as medidas necessárias para corrigir o que deve ser corrigido. O que nos impede de enxergar a realidade? As crenças. As crenças são o filtro da realidade. Como uns óculos que nos faz ver melhor ou pior. O filtro só deixa passar uma realidade. Um pedaço da realidade. E assim para nós a vida é um mistério. Dizem que não vemos através do véu. Rasgar é véu é enxergar tudo. Para isso é preciso querer enxergar, senão não enxergaremos que tem o filtro. Isso é a dissonância cognitiva. Quando ouvimos uma coisa e escutamos outra. Quando interpretamos a realidade seja consciente ou inconscientemente de uma forma que não é real. O real é o que dá resultados. Um avião projetado com as leis da aerodinâmica voará. Senão cairá. Isso é real. As leis são reais. Nenhuma empresa faz aviões para cair. Seus engenheiros são obrigados a aceitar as leis da aerodinâmica. Queiram ou não queiram. Em todo o resto vale a mesma regra. Funciona ou não funciona? Dá alegria ou tristeza? Lucro ou prejuízo? Etc. Existe um mundo objetivo a nossa volta. Podemos criar a realidade que quisermos, mas será só para nós. E todos os demais também estão criando a mesma coisa. E quando há conflito de interesses quem decide? Dois carros estão em direção ao farol. Os dois querem que fique verde para eles. Quem decide? O Todo. Portanto, o mundo é um conflito de todos os colapsos de função de onda de todos ao mesmo tempo. Por isso o mundo é como é. Se todos colapsassem a paz teríamos paz. Portanto, mecânica quântica não é um passe de mágica para fazer o que se quiser. Está debaixo de leis de física. E de uma imensa hierarquia que administra o universo. A realidade é muito complexa. Qualquer tentativa de simplificação não funciona. Por isso é preciso estudar muito para entender como funciona. O mundo real continuará existindo e teremos problemas para viver nele. É quando as coisas não dão certo. O fato de não dar certo deveria fazer qualquer um pensar e avaliar. Normalmente o que se vê é a pessoa repetir os esforços e fazer errado de novo. Mais do mesmo jeito.

Se achamos que uma coisa não dará certo e no fim não dá certo, teremos certeza de que estávamos certos. Isso é uma profecia auto realizada. A pessoa criou as condições para o fracasso e se sente com razão já que deu errado. Um círculo vicioso. Isso acontece quando a pessoa faz de tudo para dar errado. Consciente ou inconscientemente. Relembrando: só é inconsciente até o momento em que analisamos as causas. Entendida a causa deixou de ser inconsciente. Passou para o consciente. Daí é preciso agir para corrigir.

Existe um sentimento de fundo que permite saber o que estamos emanando para o universo. Qual é esse sentimento de fundo? De alegria ou tristeza? Quando tudo é silêncio às 3 da manhã (suponhamos que isso exista) o que a pessoa sente? Quando os estímulos externos cessaram o que ela sente? Isso é o sentimento de fundo. É isso que atrai em última instância. É isso que precisa ser mudado para se conseguir uma vida de realizações.

Quando a realidade por um tempo contraria as crenças da pessoa (alguém lhe dá dinheiro, aparece uma oportunidade, alguma coisa acontece que lhe favorece) começa a tiquetaquear um relógio em contagem regressiva. As crenças dizem que deve dar errado, mas não está dando. Surgiu a oportunidade da vida da pessoa e ela não esperava isso. E agora? O que fazer? Por um breve período parece que tudo dará certo e a pessoa voará. Crescerá sem parar. Finalmente. Só que as crenças continuam lá e o relógio não para. Logo começam atitudes para sabotar as possibilidades de crescimento e realização. As coisas dão errado, acidentes acontecem, problemas inusitados e inesperados, atitudes emocionais desequilibradas, discussões, brigas, etc. Até que tudo é estragado e volta ao “normal”. E nesse ponto a pessoa acha que estava com a razão. Não daria certo! Mesmo que a pessoa esteja triste, deprimida, arrasada, infeliz, etc. Mesmo assim ela achará que não daria certo para ela. Dá certo para os demais, mas não para ela. Isso é uma crença! Apenas uma crença.

E quando as condições continuam favoráveis (alguém continua emprestando ou dando dinheiro para a pessoa), ela fará de tudo para afastar a pessoa que a está ajudando. É por isso que quem ajuda tem muitos problemas. Para que possa fracassar e tenha razão. E quando tudo realmente é perdido a pessoa pode começar de novo a procurar a “solução”. E tudo começa de novo!

Devemos ajustar as nossas crenças à realidade. E não o contrário. A realidade se imporá mais cedo ou mais tarde. Muito tempo atrás uma pessoa disse que precisava ter drama na própria vida. Se fosse feliz era chato. Esta pessoa criava situações continuamente para ter drama na vida. Era exatamente o que ela queria. 

Existe uma outra questão que é querer fazer parte de um grupo. Se o grupo é infeliz a pessoa precisa ser infeliz para participar do grupo. Como ser feliz se o grupo é infeliz? Então a pessoa fica infeliz para ficar perto do grupo. A pergunta é: porque não trocar de grupo e ficar com as pessoas felizes?

O que minha visão de mundo cria para mim?

Quando as coisas estão indo bem e aparece a ansiedade é sinal de algo errado. Estamos ansiosos porque estamos felizes? Porque as coisas estão dando certo? Isso é sinal claro de que crenças negativas existem na pessoa. Ela espera problemas e eles “ainda” não aconteceram, mas com certeza acontecerão! Neste ponto é preciso fazer o que? Fazer o que o Tao diz: Ação através da não-ação. Isto é: Não fazer nada. Esperar. Deixa continuar dando certo. Não fazer nada para estragar o sucesso. Isso é muito importante de entender. Não fazer nada para estragar o que está dando certo. Deixar continuar dando certo. Não permita que suas crenças negativas controlem sua vida. Controle as suas crenças. Mude as crenças. Este é um dos aspectos da não-ação. Este é um conceito amplo que tem múltiplas interpretações. Nunca é desculpa para a preguiça. Não-ação é deixar o Tao trabalhar. Deixar o fluxo do universo agir. E trabalhar muito enquanto isso. Sempre trabalhar muito. Sem por pressão no Tao. Sem ansiedade. Está claro? Não-ação é um profundo conceito filosófico. É preciso vivencia-lo para entende-lo. O Tao não pode ser explicado, tem de ser vivido.

Não busque aprovação dos demais em tudo o que faz. Tenha o controle da sua vida em suas mãos. Estude e trabalhe para entender a realidade. E haja de acordo com a realidade. A realidade é o que traz paz, felicidade, alegria, realização, crescimento, evolução, etc. Para todos. Senão não é a realidade. Cada um deve ser responsável por si mesmo. E controlar a própria vida. E para isso basta olhar para dentro. Para o Self. Para a Centelha Divina.

Hélio Couto


terça-feira, 14 de novembro de 2017

Pergunta


Pergunta

O universo é um sentimento.

A pergunta para quem já se unificou com o Todo é: o que você sente? Qual é o sentimento que permeia todo o seu ser? Qual é o sentimento que domina sua vida? Qual é o sentimento que orienta todos os seus atos? Qual é o sentimento que faz você viver? Qual é o sentimento que define a sua vida? 

O príncipe Sidarta Gautama, com 29 anos, resolveu enfrentar a questão que o atormentava. A sensação de que há algo profundamente errado com a existência. Ele então abandonou tudo para encontrar a resposta. E encontrou.

Essa é “a questão que nos move”, como dito em Matrix. 

Quando olhamos no espelho o que vemos? Um reflexo da realidade? O espelho reflete a realidade, mas nós interpretamos o reflexo. Nós não vemos a realidade claramente. Ela passa por inúmeros filtros até chegar na consciência. O que vemos é um pálido reflexo. Tudo está unificado e nós vemos tudo separado. Existe um emaranhamento quântico de tudo o que existe. Desde o início deste universo. Tudo está interligado. Isto é um fato físico. Porém, o ego quer manter tudo separado. Essa separação é que criou “a questão que nos move”. O que atormentava Gautama. O que ele enxergou como algo fundamentalmente errado na existência. Ele intuiu que tal separatividade estava errada. E não descansou até encontrar a resposta.

Nossa mente deveria ser um espelho que refletisse sem distorções a realidade última. Quando a mente chega nesse ponto ela está unificada. É o que se chama ser um canal. Tudo passa sem interferência. Esse era o objetivo de Gautama e ele conseguiu. Isso deveria ser a prioridade de todo ser. E assim o sofrimento desapareceria. O sofrimento está na separação. A felicidade na união.

Quando entortamos a colher não é a colher que estamos entortando. É a nossa mente que mudou. Entortamos a nossa mente. Mudamos as crenças. Mudamos de paradigma. E assim a colher entorta. Para chegar nesse ponto é preciso entender que não existe separação entre a colher, o espaço e nós. Tudo é uma coisa só. E é por isso que nossa consciência entorta a colher ou a colher entorta nossa consciência. Existe uma única energia no universo. Tudo o mais é organização em níveis desta energia. Sistemas dentro de sistemas dentro de sistemas...

Existe um mundo concreto. Dimensões reais. Só que normalmente só vemos maia, a ilusão. Para ver o mundo concreto é preciso querer ver. Crer para ver. Primeiro a pessoa acredita depois vê. Sem por força, sem pressa, sem ansiedade, sem pressão. Sem apego. Soltando como filosofia de vida. Sem reclamar de nada. Soltar e reclamar que soltou é pura perda de tempo. Soltar é um estado de consciência. É uma visão de mundo. Uma filosofia de vida.

Na vida é preciso pensar, analisar, refletir. Mas, isso tem um limite também. Uma fronteira. Além de um determinado ponto paralisa tudo. É o efeito Zenão. É preciso deixar fluir. O universo flui sem cessar. Pensar e soltar. Nunca ficar paralisado. Deixar fluir. O arqueiro, o arco, a flecha e o alvo são uma coisa só. É preciso soltar a flecha após um momento de fixação do alvo. Só para determinar o objetivo. Em seguida fluir, soltar a flecha. Isso é o Zen.

A ideia de um ego, de existir um “eu”, traz o sofrimento. Essa ideia paralisa. É um efeito Zenão. Quando a pessoa solta o ego e deixa as coisas fluírem naturalmente o sofrimento desaparece. No fluxo não existe sofrimento. No fluxo não existe um eu. Só existe o fluxo e a consciência pode fluir normalmente. Esse fluir é o estado de felicidade. Basta abstrair-se do ego e deixar fluir com a existência. Isso pode parecer muito esotérico, mas é a pura verdade. Quem já unificou sente isso claramente. E sente isso num único sentimento. Nada mais importa. Só o sentimento. Porque o sentimento é. A existência é. 

Por isso “ser ou não ser é a questão”.

No início existem momentos de fluxo, mas com o passar do tempo só existe o fluxo. O momento é o fluxo eterno. Nada mais importa. Só o fluxo. Nesse ponto estamos imersos na realidade última. Nesse ponto não existem palavras que possam descrever a sensação e o sentimento. Só vivenciando para saber como é. Por isso o Tao não pode ser explicado. Tem de ser vivido. Este é um momento de puro Zen.

Morpheus diz: “não pense, seja! ”. Isso é o fluxo da realidade última. Quando libertamos a mente é nesse estado que chegamos. E libertar a mente é enxergar as crenças que a aprisionam. Enxergar a realidade nua e crua.

Quando chegamos nesse ponto estamos prontos para optar por ser um bodhisattva. Guiar por compaixão.

Hélio Couto

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Alegria e Prosperidade

Alegria e Prosperidade

Quando estou no metrô olho o rosto dos demais passageiros. Na maioria vejo um silencioso desespero. Uma tristeza profunda. Uma desesperança.

A prosperidade em todos os aspectos e em todas as áreas somente advém de uma profunda alegria. Aquele sentimento de fundo que permeia todas as nossas ações.

Este tipo de alegria somente temos, quando sentimos aquela sensação de fluxo oceânico com a criação. Essa alegria de ser um só com o Criador e toda a criação é que permite criar todas as situações que queremos e desejamos.

Quando se chega nesse ponto é instantâneo. Essa alegria é fruto de saber, de conhecer. Não é achar; é saber. Existe uma enorme diferença. Saber é vivenciar. Tem-se certeza porque se conhece. É vivenciado.

Tudo que existe no universo só pode ser criado com extrema alegria. 

Uma alegria genuína. A alegria das crianças inocentes e boas. Essa alegria de deslumbramento e gratidão que sentimos quando estamos em êxtase. 

Essa experiência de pico, como Maslow falava, é essa experiência cósmica de união com o Todo. Isso em algumas pessoas acontece uma vez na vida, em outras que chegaram na fusão com o Todo, passa a ser o sentimento contínuo de amor sem fim. 

É a alegria de amar incondicionalmente. Quando chegamos num ponto em que não há mais possibilidade de outro sentimento que não o amor. Amor numa intensidade tão grande, numa amplitude tão imensa, que não importa mais de que lado das dimensões da realidade estamos. Continuamos amando sem cessar. Sem tabus e sem preconceitos. Puro amor.

Pura doação. Criando uma hierarquia entrelaçada que se reforça por si só.

É com essa alegria que criamos o que queremos, desejamos ou precisamos.

Caso não se esteja criando com facilidade é porque está faltando essa alegria pura, transbordante, infinita. 

Como se pode chegar a sentir continuamente essa alegria? Entregando-se incondicionalmente ao Todo e deixando que Ele dirija sua vida.


Hélio Couto


Direitos Autorais:
Copyright © Hélio Couto Todos os direitos reservados.
Você pode copiar e redistribuir este material contanto que não o altere de nenhuma forma, que o conteúdo permaneça completo e inclua esta nota de direito e o link: www.heliocouto.com

Magnetismo



Magnetismo 

A revista Scientific American na sua edição especial “Fronteiras da Física 1”, de outubro de 2012, traz a matéria: “A saga dos dissidentes quânticos”, de Olival Freire Jr.. Sugiro a leitura de toda a revista, no entanto tem uma coisa muito interessante neste artigo. O físico John Bell desenvolveu uma prova matemática mostrando que a teoria quântica só pode ser compatível com teorias que tenham a não-localidade como premissa.

O físico Alain Aspect fez os experimentos que provaram a não-localidade do emaranhamento quântico. Num encontro entre os dois para discutirem os experimentos, a primeira pergunta de Bell à Aspect foi: “você tem um emprego permanente?”. Essa é a questão principal quando se faz ciência. Só se pode fazer ciência quando se tem um emprego permanente! Quando se é concursado, como se fala no Brasil. Do contrário, se falar algo que a maioria não aceita perderá o emprego. E vocês já sabem que tentar convencer alguém de algo, cujo emprego depende desta pessoa não ser convencida, é uma missão impossível.

Vejamos a zona de conforto na ciência. Você é um jovem estudante e está tendo aulas de física na faculdade. Pela sua experiência prática sabe que o que o professor está falando não é verdade. O que você faz? Fica quieto só para terminar o curso e conseguir o diploma? Continua quieto depois de formado, trabalhando e fingindo que aquilo que aprendeu é verdade? Para ganhar um salário? E sua honestidade científica fica como? Esse é o ponto. Se os estudantes protestassem na hora que estão tendo a aula e discutissem com o professor, a verdade apareceria. Mas, isso traz problemas! É melhor não falar nada! Tudo que for polêmico, isto é, que a maioria não aceita é jogado para “debaixo do tapete”. E isso na ciência! É por isso que todos usam celulares, mas não querem ouvir falar de ondas! Fazer ciência deveria ser “entrar na toca do coelho e ir até onde for”. 

O que o experimento mostrar deve ser aceito e refazer toda a teoria, seja ela qual for. Seja qual for a visão de mundo que está por traz. A questão sempre é o que significa o experimento, senão seremos usuários de celulares! A não-localidade é um fato. A comunicação entre os pares emaranhados foi mais veloz que a luz. E neste universo local não é possível existir algo mais veloz que a luz. Isso significa que tem de haver outra dimensão da realidade, uma realidade não-local, em que a informação trafega muito mais rápido que a luz. Porém, os defensores do “este-mundo-é-tudo-que-existe” teimam em ignorar essa realidade.

E o caso dos dois físicos que fizeram a pesquisa sobre Visão Remota? Como fica? Onde entra na Física? O assunto é totalmente ignorado pela ciência. No caso do magnetismo temos a mesma situação. Tudo é energia. Ela pode ser polarizada negativa ou positivamente. 

Muitos clientes com problemas terríveis de saúde e na empresa relatam que de uma hora pra outra começaram a passar mal ou tudo passou a dar errado. Como vivem num paradigma materialista nem imaginam que exista um problema de energia. Estão polarizados negativamente e nem imaginam. Isso é o que se chama magia negra. Dizem que nunca pensaram que isso é possível. Quando se fala em emaranhamento quântico esta se falando de que? Será que as coisas estão tão separadas em diversas caixinhas, que praticamente ninguém junta as peças? Física e negócios são a mesma coisa! Tudo está inter-relacionado. E todas as dimensões também. Tudo é uma coisa só! 

Quando se fala de Ressonância Harmônica para essas pessoas elas ficam perplexas e não acreditam. Acham que é ficção científica. E notem que essas pessoas normalmente são diretores de grandes empresas, com extensa formação intelectual. E não conseguem perceber que a própria energia está polarizada negativamente. Mas, sentem que o televisor queima, o chuveiro queima, o liquidificador queima, o carro não pega, tem acidentes, estão doentes, tem problemas no emprego, etc.. Acham que isso é o que? Azar? Não existe azar nem sorte. Somente eletro-magnetismo. Todos temos um campo eletromagnético. Tudo que se emana volta para nós. Sentimentos e pensamentos. Conscientes e inconscientes. Mudando-se a energia de negativo para positivo tudo volta ao normal. Quanto sofrimento poderia ser evitado se entendessem isso! 

Em outro artigo da mesma edição temos: “Informação no Universo Holográfico”, de Jacob D. Bekenstein. Ressaltamos o seguinte: “De fato, uma tendência atual iniciada por John A. Wheller, da Princeton University, é olhar o mundo físico como composto de informação, onde a energia e a matéria são incidentais”. Pouco a pouco nas revistas científicas vai aparecendo uma matéria ou outra sobre informação. Tudo que existe no Universo é informação. Acontece que a informação é consciente, já que tudo no Universo tem consciência. Portanto, autoconsciência é uma questão de quantidade e complexidade de informação. O autoconsciente é auto-informado. Aumenta-se a consciência com mais informação. Energia é informação. É a mesma coisa. Como energia nunca se perde, com a informação acontece o mesmo. A informação é intrínseca à energia. É a mesma coisa. Uma moeda tem cara e coroa. Pode-se dizer que a moeda é só cara? Ou só coroa? Claro que não. Ela é as duas coisas. São duas faces da mesma moeda. O mesmo com energia e informação. Portanto, toda a informação de tudo que existe, existiu e existirá em todas as dimensões continua existindo. 

Todo pensamento e sentimento é informação. Todo ser é informação. Literalmente tudo é informação. O continuum espaço/tempo é informação. Em vista disto, está claro que a polaridade negativa ou positiva de algo também é informação? Que com a informação é possível mudar a polaridade de uma coisa, um ambiente, uma pessoa, etc.? Que com a informação é possível mudar tudo? Que tudo poder ser resolvido com informação? Que o BigBang é informação? Que portais interdimensionais são informação codificada em termos de frequências? Etc. ad infinitum.

Hélio Couto

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

A Ficha I





A Ficha I

Será que já caiu a ficha de que o Colapso da Função de Onda (a capacidade de criar) depende de quanto a frequência está em fase com o Todo?

Este conceito não depende de interpretação de alguém nem de grupos de estudo. É absolutamente claro. O poder de colapsar está diretamente ligado à frequência de Luz que o ser tem. O poder está diretamente correspondente à frequência de Luz do ser. Quanto mais luz o ser emite mais poder tem. Luz é frequência e energia. E Luz só pode ser emitida por um sentimento: amor incondicional.

Qualquer nível de trevas que o ser tenha prejudica o colapso da função de onda. É por esta razão que os seres negativos encarnados e desencarnados optam pela destruição, conquista, manipulação, etc. Se o ser não consegue colapsar então o que sobra é a ação física de agredir, roubar, assassinar, etc. Ou age pela consciência ou pela ação física. É muito simples.

É por esta razão que é preciso limpar o máximo possível a energia do ser antes que ele possa colapsar com eficiência. Caso contrário nem uma vaga no estacionamento não conseguirá colapsar. Amor incondicional é trabalhar, estudar e ajudar no máximo da própria capacidade física, mental e emocional. Isto é, 24 horas por dia. Desta forma a primeira coisa que é preciso procurar é limpar tudo que for possível no menor tempo possível. Mudar a visão de mundo para soltar o mundo. Estar no mundo, mas não ser do mundo. Isto é muito difícil de fazer, mas não há outro jeito. O universo é um lugar muito simples neste assunto. Só existem duas possibilidades: ou está a favor do Todo (com todas as consequências que isso enseja) ou está contra (com todas as consequências que isso enseja). Não há muro para ficar. Qualquer ação que vá contra a forma do Todo conduzir a vida criará karma. E todo karma precisará de ações positivas e benevolentes para ser equilibrado. Não importa quanto tempo tenha de passar isso terá de ser feito.

Quando não se tem conhecimento muita coisa é considerada mágica ou magia, mas quando chega o entendimento fica claro que a magia é colapso da função de onda. E o poder de colapsar é o poder do Todo que a Centelha também tem. Quem colapsa é a Centelha Divina e para que ela possa fazer isso é preciso deixar que ela assuma o controle de tudo. E quando a Centelha assume não há mais ego pessoal, não há mais interesses pessoais, não há mais nada. Apenas o Todo agindo através da Centelha.

Hélio Couto

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

A questão fundamental

A questão fundamental

Existem duas questões que qualquer humanidade tem de resolver. 

A primeira é a do monoteísmo. A existência de um único Deus (O Todo). Na Terra no momento são cultuados mais de 30 mil deuses. Isso inevitavelmente gera uma situação de guerras: o nosso deus contra o deus deles. Por toda a história da humanidade nações em guerra pediram ao seu deus que vencessem a guerra. Inclusive com sacrifícios humanos durante a batalha. É típico do pensamento reptiliano essa forma de pensar: nós contra eles. E essa forma de pensar provou ser extremamente eficiente na história da Terra. Sempre que um grupo quis um território, fundar uma nação, um país ou estado, a estratégia foi dizimar, exterminar o grupo contrário ou quem já estava instalado no local. Até hoje isso funciona perfeitamente. Todo grupo ou líder que entendeu isso teve sucesso no planeta Terra. A estratégia é não ter nenhuma cooperação com o outro grupo. Simplesmente extermina-lo. Um genocídio propriamente dito. Isso faz com que todos fiquem com medo e elimina qualquer oposição. Quando não houver mais ninguém contra no lugar, a nação é organizada e reconhecida pelas demais. Sempre foi assim e continua sendo assim. Quem tem olhos veja! Esta é a realidade nua e crua. É simplesmente a lei do mais forte. A lei da selva. E não importa se o local está habitado a milênios por outro povo. Simplesmente extermina-se todos.

Portanto, o simples fato do monoteísmo não resolve esse problema. Porque acha-se que esse único deus só pode ser o nosso. O dos demais devem ser falsos e devem ser exterminados. Pura lógica. Até hoje Moloch é cultuado no planeta Terra. E milênios atrás Moloch era cultuado jogando-se os bebes numa fornalha. Um deus que se alimenta de bebes. E até hoje é cultuado.

A segunda questão, que é a questão fundamental, é se Deus é amor ou não. Este é o verdadeiro nó do problema. Deus tem ciúmes, é vingativo, tem raiva? Esses são atributos humanos. Se Deus é amor incondicional, Ele não pode ter emoções humanas, que dependem da bioquímica humana. Será que Deus depende de neurotransmissores igual aos humanos para ter um sentimento ou emoção? Deus tem um corpo biológico? Ele é igual aos humanos? É exatamente isso que os sumérios acreditavam, mas achavam que os deuses eram imortais. E toda a civilização humana descende dos sumérios. Exatamente igual.


Se Deus não é amor então tudo é válido e exterminar os demais faz parte do negócio. Então tudo está justificado. Só que neste caso temos uma situação terrível. Um deus que pode ficar com raiva é um deus perigoso para os mortais. Esse deus pode se divertir com o sofrimento dos mortais. É uma consequência lógica. Então esse deus precisa ser aplacado com sacrifícios de todos os jeitos. Todos sabem que ter um chefe desequilibrado é um problema sério, imagine um deus.

Neste ponto é importante ler a Carta do Chefe Seattle. Quem é civilizado?

Se Deus é amor é impossível Ele prejudicar e torturar as suas criaturas. Emanadas por Ele de livre e espontânea vontade. Emanações que tem a Sua Centelha Divina. Doada por Ele para que sejam felizes como Ele é. Entendido isso é impossível agir como se tem agido por toda a história da Terra. Fazendo-se genocídio após genocídio. Exterminando simplesmente por que se quer fazer. Se Deus é amor tudo tem mudar. Em todos os sentidos e áreas. Na economia, sociologia, educação, etc. Em tudo é preciso que seja coerente com a crença em um Deus que é amor. Essa questão tem de ser equacionada por todos os habitantes da Terra. Ou é amor ou não é. E as implicações disso são tremendas.

Essa é a questão que o Mestre Jesus trouxe para a humanidade dois mil anos atrás. Ela ainda está para ser resolvida.

Hélio Couto

Videos editados I


Ninguém está autorizado a editar meus vídeos e fazer montagens, cortes, adições ou qualquer outra manipulação com as imagens das palestras.

Somente com autorização por escrito alguém pode usar minhas imagens.

Isso já foi dito na palestra passada e já postei sobre isso.

Quem está fazendo isso está prejudicando o trabalho.

Existe uma estratégia de divulgação feita por mim e que está sendo seguida à risca.

Todos os vídeos editados por outras pessoas devem ser tirados de qualquer mídia em que estiverem.

Postagens populares

Marcadores